Para quem leu o post anterior, está na hora de esclarecer como tudo terminou. Sim, liguei para Romeu na segunda e tivemos a conversa mais...decisiva da minha vida. Não sei nem como começar. Na verdade, sei sim. Passei o dia dos namorados ao lado de Páris. Sei que parece traição, mas ele é meu amigo acima de tudo.
Já que Romeu – sem coração e sem sentimentos – Montéquio, me fez o favor de ir servir ao país um dia antes do dia dos namorados. Ah, sim. A ligação. Foi a mesma coisa de antes. Ele tentou me convencer que o melhor era eu seguir a vida, porque não queria que eu parasse tudo, apenas para esperá-lo. Isso deveria ser decisão minha, não é? Se acalmem, não acabou como vocês acham.
Eu dei o livre arbítrio a ele. Disse que se ele quisesse me procurar depois de um ano e depois de resolver a sua vida, eu estaria no mesmo lugar. Mesmo número, mesmo sorriso. E – espero imensamente – o mesmo sentimento. Ele ficou frustrado, por não entender isso. Sentimento. Algo que ele nunca pareceu usar. Então, baby, aprenda.
Estou esperando, mas ainda estou vivendo.
As cobranças foram feitas
Não vou mais me distrair
Cansei de te implorar para ficar
Quando está tão disposto a partir
Sorrisos falsos
Lágrimas grosseiras
Que me interrompem na declaração
E me deixam sem estribeiras
Coragem me inunda
Me afoga sem perceber
Digo o que sinto
E que gosto de você
Não adianta correr
De um futuro tão planejado
Vou além dos meus limites
Só para te ter ao meu lado
E quando o esperado chegou
Foi inevitável o que sentimento
Sofrimento me apossou
Eu soube que te perdi
Achou que a liberdade
Era a melhor saída?
Já disse que gosto
E te quero em minha vida
Momentos, dias, segundos
Tudo guardado
Esperando o instante certo
Que voltará a estar do meu lado

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